domingo, 18 de abril de 2010

Eram Adão e Eva pessoas reais?

“ADÃO e Eva, Caim e Abel, são figuras mitológicas. Ainda assim, eles viveram. Eles realmente vivem; são nós mesmos.” Assim escreveu o clérigo Per Lønning em seu livro Utenfor Allfarvei (Fora da Estrada). O que este destacado líder religioso da Igreja Estatal da Noruega escreveu é algo que muitos teólogos e clérigos afirmam a respeito do primeiro homem e da primeira mulher mencionados na Bíblia Sagrada.
2 Muitas pessoas não questionam tais afirmações, porque acham que estes líderes religiosos devem saber o que falam. “Afinal de contas”, talvez alguém diga, “esses homens cursarem seminários para estudar a Bíblia!” Entretanto são exatas as suas asserções? Por que tais clérigos fazem tais afirmações? Serão Adão e Eva figuras mitológicas que simbolizam a humanidade, ou eram pessoas reais? As respostas a estas perguntas são importantíssimas porque têm de ver com a fidedignidade da Bíblia como a inspirada Palavra de Deus. Também, têm diretamente que ver com a questão do pecado e da morte, e da provisão de Deus para a salvação humana.
3 Onde poderemos encontrar as respostas para tais perguntas? Ora, bem lá na Bíblia Sagrada! Se se voltar para ela, verificará que Jesus Cristo, o próprio fundador do Cristianismo, não achou que Adão e Eva fossem figuras mitológicas que representavam a humanidade. Mateus 19:4, 5 reza: “Não lestes que aquele que os criou desde o princípio os fez macho e fêmea, e disse: ‘Por esta razão deixará o homem seu pai e sua mãe, e se apegará à sua esposa, e os dois serão uma só carne’?”
4 Note que Jesus proferiu estas palavras aos fariseus, que estavam “decididos a tentá-lo”. Tentavam provar que ele era impostor e um falso profeta. (Mat. 19:3) Bem, será que Jesus se referiria a um mito para corrigir o modo de pensar errado dos inimigos criticamente dispostos? Naturalmente que não! Jesus sabia que Adão e Eva eram pessoas reais. Suas palavras, “Não lestes” se referem ao relato de Gênesis. Evidentemente, os fariseus, também, aceitavam este relato como sendo histórico e tendo peso. Se não fosse assim, teriam questionado a referência que Jesus fez a ele.
5 O Doutor Lucas é um historiador cujos escritos se têm provado exatos até nos mínimos pormenores. Em sua biografia de Jesus Cristo, ele escreveu que ‘pesquisara todas as coisas com exatidão, desde o início’. (Luc. 1:3) Nela, delineou o registro genealógico da linhagem de descendência de Jesus. Em seu registro, este historiador exato incluiu “Adão, filho de Deus”. (Luc. 3:23-38) Pense agora, será que um historiador meticuloso como Lucas usaria uma figura mitológica em uma genealogia compilada para provar que Jesus era o verdadeiro Messias? Se o fizesse, será que alguém aceitaria tal registro genealógico como sendo genuíno? Com efeito, pensaria alguém que seu registro biográfico de Jesus tinha base nos fatos?  Dificilmente!
6 Considere os escritos do apóstolo Paulo, em que ele menciona diversas vezes o primeiro casal humano. Suas referências ao mesmo demonstram que cria serem eles pessoas reais. Por exemplo, quando escreveu a um ministro-presidente sobre o proceder congregacional, pontificou: “Não permito que a mulher ensine ou exerça autoridade sobre o homem, mas que esteja em silêncio. Porque Adão foi formado primeiro, depois Eva.” (1 Tim. 2:12, 13) Se Adão e Eva fossem caracteres mitológicos, então Paulo anulava seu próprio conselho! Nenhuma pessoa sensata levaria a sério a instrução baseada em antigas estórias fantasiosas. Seria como seu patrão lhe mandar fazer algo de certa forma devido a que os personagens mitológicos Woden ou Tor assim o fizeram!
7 Somente por aceitarmos o fato de que Adão e Eva eram pessoas reais podemos entender claramente a razão pela qual a doença, o sofrimento e a morte afligem a humanidade. Paulo mostra isto em Romanos 5:12, escrevendo: “Assim como por intermédio de um só homem [Adão] entrou o pecado no mundo, e a morte por intermédio do pecado, e assim a morte se espalhou a todos os homens, porque todos tinham pecado.”
8 Se Adão e Eva fossem símbolos da humanidade, como alguns clérigos pretendem, como foi que entrou o pecado em toda a humanidade e então se espalhou por toda a humanidade? Pode algo que está inteiramente afligido com alguma coisa “espalhar” tal aflição a si mesmo? Não! Quando algo se espalha, tem de haver um ponto inicial. Assim, o pecado e a morte foram transmitidos a seus descendentes ainda por nascer por meio da conduta errada de Adão e Eva, um casal real de carne e sangue. A pecaminosidade humana e seu acompanhante processo de envelhecimento e morte testificam o fato de que Adão e Eva certa vez viveram.
9 Nem é o relato bíblico sobre Adão e Eva contrário à verdadeira ciência. Os pesquisadores têm concluído que a inteira família humana tem origem comum! Note o que Prof. R. Benedict e o Dr. G. Weltfish afirmam neste respeito em seu livro The Races of Mankind (As Raças da Humanidade): “A história da Bíblia sobre Adão e Eva, pai e mãe de toda a raça humana, dizia há séculos atrás a mesma verdade que a ciência tem revelado hoje: que todos os povos da terra são uma só família e tem origem comum. . . . As raças da humanidade são aquilo que a Bíblia diz que são — irmãs.”
10 Na verdade, podemos aceitar sem reservas ou dúvidas que o relato bíblico em Gênesis sobre Adão e Eva se baseia nos fatos e é autêntico. Por que, então, os clérigos o negam ou lançam dúvidas sobre o mesmo? É porque realmente não crêem na Bíblia, nem a ensinam. Com efeito, muitos deles negam que Deus irá remover para sempre da humanidade todo vestígio do pecado herdado de Adão por meio do sacrifício de resgate de Jesus Cristo. Deixam de falar às pessoas que o tempo de Deus fazer isso está bem próximo. — Rom. 5:18, 19.
11 Atualmente, centenas de milhares de testemunhas de Jeová em todas as partes da terra estão oferecendo-se amorosamente para ajudar a qualquer pessoa que queira entender o que a Bíblia ensina. Muitas pessoas as convidam para ir a suas casas a fim de que suas perguntas bíblicas sejam respondidas, e isto sem nenhuma despesa para elas mesmas. Tire pleno proveito da oferta que elas fazem. Ao assim fazer, virá a avaliar mais cabalmente a exatidão da Bíblia e que futuro maravilhosamente feliz poderá usufruir num paraíso sem pecado e morte, por seguir seus princípios. — Rev. 21:3, 4.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Paixão de Cristo, o que significa?


Refeição Noturna do Senhor
Refeição literal, que celebra a morte do Senhor Jesus Cristo; conseqüentemente, a comemoração da sua morte. Visto ser o único acontecimento que as Escrituras ordenam que seja comemorado pelos cristãos, é também corretamente chamado de Comemoração. Às vezes é chamado de “ceia do Senhor”. — 1Co 11:20, Al.
A instituição da Refeição Noturna do Senhor é relatada por dois apóstolos que foram testemunhas oculares e participantes, a saber, Mateus e João. Marcos e Lucas, embora não estivessem presentes na ocasião, suprem alguns pormenores. Paulo, ao dar instruções à congregação de Corinto, fornece esclarecimento sobre algumas de suas particularidades. Tais fontes nos dizem que, na noite antes de sua morte, Jesus se reuniu com os discípulos numa grande sala de sobrado para celebrar a Páscoa. (Mr 14:14-16) Mateus relata: “Ao continuarem a comer, Jesus tomou um pão, e, depois de proferir uma bênção, partiu-o, e, dando-o aos discípulos, disse: ‘Tomai, comei. Isto significa meu corpo.’ Tomou também um copo, e, tendo dado graças, deu-lho, dizendo: ‘Bebei dele, todos vós; pois isto significa meu “sangue do pacto”, que há de ser derramado em benefício de muitos, para o perdão de pecados. Eu vos digo, porém: Doravante, de modo algum beberei deste produto da videira, até o dia em que o beberei novo, convosco, no reino de meu Pai.’ Por fim, depois de cantarem louvores, saíram para o Monte das Oliveiras.” — Mt 26:17-30; Mr 14:17-26; Lu 22:7-39; Jo 13:1-38; 1Co 10:16-22; 11:20-34.
Ocasião da Sua Instituição. A Páscoa sempre era celebrada em 14 de nisã (abibe), no dia ou perto do dia da lua cheia, uma vez que o primeiro dia de cada mês (mês lunar) do calendário judaico era o dia da lua nova, conforme determinado por observação visual. Portanto, o dia 14 do mês se situaria mais ou menos na metade duma lunação. A data da morte de Jesus é indicada no artigo JESUS CRISTO (Tempo da sua morte) como 14 de nisã de 33 EC. Concernente ao dia da sua morte, segundo o calendário gregoriano, os cálculos astronômicos indicam que houve um eclipse da lua na sexta-feira, 3 de abril de 33 EC. (calendário juliano), que seria sexta-feira, 1.° de abril no calendário gregoriano. (Canon of Eclipses [Cânon de Eclipses] de Oppolzer, traduzido para o inglês por O. Gingerich, 1962, p. 344) Os eclipses da lua sempre ocorrem por ocasião da lua cheia. Esta evidência indica fortemente que 14 de nisã de 33 EC caiu na quinta-feira/sexta-feira, de 31 de março a 1.° de abril de 33 EC, no calendário gregoriano.
Foi na noite anterior à sua morte que Jesus celebrou sua última refeição pascoal, e, depois disso, instituiu a Refeição Noturna do Senhor. Mesmo antes de iniciar a refeição da Comemoração, mandou-se que o traidor Judas saísse, ocasião em que, segundo o relato, “era noite”. (Jo 13:30) Visto que os dias do calendário judaico decorriam da noitinha de um dia até a noitinha do dia seguinte, a Refeição Noturna do Senhor foi também celebrada em 14 de nisã, na noite de quinta-feira, 31 de março. — Veja DIA.
Freqüência da Sua Celebração. Segundo Lucas e Paulo, ao instituir a Comemoração da sua morte, Jesus disse: “Persisti em fazer isso em memória de mim.” (Lu 22:19; 1Co 11:24) Com base nisto, é razoável entendermos que Jesus quis dizer que seus seguidores deviam celebrar anualmente a Refeição Noturna do Senhor, e não com mais freqüência. A Páscoa, celebrada em lembrança da libertação de Israel da escravidão egípcia, efetuada por Jeová em 1513 AEC, só era comemorada uma vez por ano, no seu aniversário, em 14 de nisã. A Comemoração da morte de Cristo, também um aniversário, seria apropriadamente realizada somente em 14 de nisã.
Paulo citou Jesus como dizendo concernente ao copo: “Persisti em fazer isso, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim”, e acrescentou: “Pois, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este copo, estais proclamando a morte do Senhor, até que ele chegue.” (1Co 11:25, 26) “Todas as vezes” pode referir-se a algo feito apenas uma vez por ano, especialmente quando é feito no decorrer de muitos anos. (He 9:25, 26) O dia 14 de nisã foi o dia em que Cristo ofereceu seu corpo literal como sacrifício na estaca de tortura, e derramou seu sangue vital para o perdão de pecados. Portanto, esse era o dia da “morte do Senhor”, e, por conseguinte, era a data para dali em diante se comemorar a morte dele.
Os participantes desta refeição estariam “ausentes do Senhor” e celebrariam a Refeição Noturna do Senhor ‘muitas vezes’ antes de morrerem fiéis. Daí, após a ressurreição deles para a vida celestial, estariam junto com Cristo e não mais precisariam de algo que os fizesse lembrar-se dele. A respeito da continuidade desta observância, “até que ele chegue”, o apóstolo Paulo evidentemente se referia a Cristo vir de novo e os acolher no céu por meio duma ressurreição, no tempo de sua presença. Este entendimento da questão é elucidado pelas palavras de Jesus aos 11 apóstolos, mais tarde naquela mesma noite: “Se eu for embora e vos preparar um lugar, virei novamente e vos acolherei a mim, para que, onde eu estiver, vós também estejais.” — Jo 14:3, 4; compare isso com 2Co 5:1-3, 6-9.
Jesus informou aos discípulos que o vinho que havia bebido (nesta Páscoa que antecedeu à Comemoração) tinha sido o último do produto da videira que ele beberia “até o dia em que o beberei novo, convosco, no reino de meu Pai”. (Mt 26:29) Visto que ele não beberia vinho literal no céu, referia-se obviamente àquilo que o vinho por vezes simbolizava nas Escrituras, a saber, a alegria. Estarem juntos no Reino era o que eles aguardavam com a máxima expectativa. (Ro 8:23; 2Co 5:2) O Rei Davi escreveu, em cântico, sobre Jeová suprir “vinho que alegra o coração do homem mortal”, e seu filho Salomão disse: “O próprio vinho alegra a vida.” — Sal 104:15; Ec 10:19.
Os Emblemas. Marcos relata o seguinte quanto ao pão usado por Jesus ao instituir a Refeição Noturna do Senhor: “Enquanto continuavam a comer, tomou um pão, proferiu uma bênção, partiu-o e o deu a eles, e disse: ‘Tomai-o, isto significa meu corpo.’” (Mr 14:22) O pão era da espécie disponível para a refeição pascoal, que Jesus e seus discípulos já tinham acabado de celebrar. Era pão sem fermento, uma vez que não se permitia nenhum fermento nas casas dos judeus durante a Páscoa e a conjugada Festividade dos Pães Não Fermentados. (Êx 13:6-10) Na Bíblia, fermento indica pecaminosidade. Era apropriado que o pão estivesse isento de fermento, porque o pão representava o corpo carnal, sem pecados, de Jesus. (He 7:26; 9:14; 1Pe 2:22, 24) O pão não fermentado era achatado e quebradiço; assim, foi partido, como era costumeiro nas refeições daqueles dias. (Lu 24:30; At 27:35) Anteriormente, quando Jesus multiplicou de forma miraculosa o pão para milhares de pessoas, ele o partiu para distribuí-lo a tais pessoas. (Mt 14:19; 15:36) Por conseguinte, parece que não havia nenhum significado espiritual no ato de se partir o pão da Comemoração.
Depois de Jesus ter passado o pão, ele tomou um copo e “rendeu graças e o deu a eles, e todos beberam dele. E disse-lhes: ‘Isto significa meu “sangue do pacto”, que há de ser derramado em benefício de muitos.’” (Mr 14:23, 24) Ele utilizou vinho fermentado, não suco não fermentado de uva. As referências bíblicas ao vinho são ao vinho literal, e não ao suco não fermentado de uva. (Veja VINHO E BEBIDA FORTE.) Seria o vinho fermentado, não o suco de uva, que faria rebentar “odres velhos”, como disse Jesus. Os inimigos de Jesus o acusaram de ser “dado a beber vinho”, acusação que nada representaria se o “vinho” aqui fosse mero suco de uva. (Mt 9:17; 11:19) Vinho genuíno estava disponível na celebração da Páscoa que haviam acabado de realizar, e este podia ser usado apropriadamente por Cristo ao instituir a Comemoração da sua morte. Sem dúvida, o vinho era tinto, pois apenas o vinho tinto seria um símbolo apropriado do sangue. — 1Pe 1:19.
Uma Refeição de Participação em Comum. No antigo Israel, um homem podia prover uma refeição de participação em comum. Ele trazia um animal ao santuário, onde este era abatido. Parte do animal oferecido ia para o altar, como “cheiro repousante para Jeová”. Parte ia para o sacerdote oficiante, e outra parte ia para os filhos sacerdotais de Arão, e o ofertante e a casa deste compartilhavam da refeição. (Le 3:1-16; 7:28-36) Alguém que estivesse ‘impuro’, conforme definido na Lei, estava proibido de comer dum sacrifício de participação em comum, sob pena de ser ‘decepado do seu povo’. — Le 7:20, 21.
A Refeição Noturna do Senhor é igualmente uma refeição de participação em comum, visto haver uma participação conjunta. Jeová Deus está envolvido como Autor do arranjo, Jesus Cristo é o sacrifício resgatador, e seus irmãos espirituais comem os emblemas como co-participantes. O comerem à “mesa de Jeová” significa que estão em paz com Jeová. (1Co 10:21) De fato, as ofertas de participação em comum eram, às vezes, chamadas de “ofertas pacíficas”. — Le 3:1 n.
Os participantes da refeição, ao comerem o pão e beberem o vinho, admitem que são co-participantes em Cristo, em completa união. Diz o apóstolo Paulo: “O copo de bênção que abençoamos, não é uma participação no sangue do Cristo? O pão que partimos, não é uma participação no corpo do Cristo? Porque há um só pão, nós, embora muitos, somos um só corpo, pois estamos todos participando daquele um só pão.” — 1Co 10:16, 17.
Ao assim participarem, tais pessoas indicam que estão no novo pacto e estão recebendo os benefícios dele, isto é, o perdão de pecados da parte de Deus, mediante o sangue de Cristo. Prezam devidamente o valor do “sangue do pacto” pelo qual são santificados. (He 10:29) As Escrituras os chamam de “ministros dum novo pacto”, servindo aos seus objetivos. (2Co 3:5, 6) E participam de forma apropriada do pão emblemático, pois podem dizer: “Pela dita ‘vontade’ é que temos sido santificados por intermédio da oferta do corpo de Jesus Cristo, uma vez para sempre.” (He 10:10) Participam nos sofrimentos de Cristo e de uma morte semelhante à dele, uma morte de integridade. Esperam compartilhar da “semelhança de sua ressurreição”, uma ressurreição para a vida imortal num corpo espiritual. — Ro 6:3-5.
A respeito de cada participante da refeição, o apóstolo Paulo escreve: “Quem comer o pão ou beber o copo do Senhor indignamente, será culpado com respeito ao corpo e ao sangue do Senhor. Primeiro, aprove-se o homem depois de escrutínio, e deste modo coma do pão e beba do copo. Pois, quem come e bebe, come e bebe julgamento contra si mesmo, se não discernir o corpo.” (1Co 11:27-29) Práticas impuras, antibíblicas ou hipócritas desqualificam a pessoa de comer. Se participasse nestas condições, estaria comendo e bebendo julgamento contra si mesma. Estaria deixando de demonstrar apreço pelo sacrifício de Cristo, seu propósito e seu significado. Estaria revelando desrespeito e desprezo por tal sacrifício. (Veja He 10:28-31.) Tal pessoa correria o perigo de ser ‘decepada do povo de Deus’, como o era quem, em Israel, tomasse parte num sacrifício de participação em comum numa condição impura. — Le 7:20.
Efetivamente, Paulo compara a Refeição Noturna do Senhor a uma refeição israelita de participação em comum, ao falar primeiro de os partícipes gozarem de uma participação comum em Cristo, dizendo então: “Olhai para aquilo que é o Israel de modo carnal: Não são parceiros do altar os que comem dos sacrifícios? . . . Não podeis estar bebendo o copo de Jeová e o copo de demônios; não podeis estar participando da ‘mesa de Jeová’ e da mesa de demônios.” — 1Co 10:18-21.
Os Participantes e Outros Que Comparecem à Refeição. Jesus havia reunido seus 12 apóstolos, dizendo-lhes: “Desejei muito comer esta páscoa convosco antes de eu sofrer.” (Lu 22:15) Mas o relato de João, qual testemunha ocular, indica que Jesus despediu o traidor Judas antes de instituir a refeição da Comemoração. Durante a Páscoa, Jesus, sabendo que seria Judas quem o trairia, mergulhou um bocado da refeição pascoal e o deu a Judas, instruindo-o a sair. (Jo 13:21-30) O relato de Marcos também sugere esta ordem de eventos. (Mr 14:12-25) Na Refeição Noturna do Senhor que se seguiu, Jesus passou o pão e o vinho aos 11 apóstolos remanescentes, dizendo-lhes que comessem e bebessem. (Lu 22:19, 20) Depois disso, conversou com eles como sendo ‘os que ficaram comigo nas minhas provações’, outro indício de que Judas havia sido despedido. — Lu 22:28.
Não há evidência de que o próprio Jesus tenha comido o pão assim oferecido, ou bebido do copo durante esta refeição da Comemoração. O corpo e o sangue que ofereceu eram em benefício deles e para validar o novo pacto, mediante o qual os pecados deles foram removidos. (Je 31:31-34; He 8:10-12; 12:24) Jesus não tinha pecado algum. (He 7:26) Ele mediava o novo pacto entre Jeová Deus e os escolhidos quais associados de Cristo. (He 9:15; veja PACTO.) Além dos apóstolos que estavam presentes àquela refeição, haveria outros que constituiriam o espiritual “Israel de Deus”, um “pequeno rebanho”, que por fim seriam reis e sacerdotes junto com Cristo. (Gál 6:16; Lu 12:32; Re 1:5, 6; 5:9, 10) Portanto, todos os irmãos espirituais de Cristo na terra seriam participantes desta refeição, cada vez que esta fosse celebrada. Indica-se que são “certas primícias das suas criaturas” (Tg 1:18), compradas dentre a humanidade como “primícias para Deus e para o Cordeiro”, e a visão concedida a João revela que somam 144.000. — Re 14:1-5.
Observadores não participantes. O Senhor Jesus Cristo revelou que durante sua presença haveria pessoas que fariam o bem a seus irmãos espirituais, visitando-os em épocas de necessidade e prestando-lhes ajuda. (Mt 25:31-46) Será que estas pessoas, que poderiam comparecer à celebração da Refeição Noturna do Senhor, se habilitariam quais participantes dos emblemas? As Escrituras dizem que Deus, mediante seu espírito santo, fornece evidência e certeza aos habilitados a participar dos emblemas, quais “herdeiros de Deus, mas co-herdeiros de Cristo”, de que eles são filhos de Deus. O apóstolo Paulo escreve: “O próprio espírito dá testemunho com o nosso espírito de que somos filhos de Deus.” Ele prossegue explicando que há outros que tiram proveito do arranjo feito por Deus para esses filhos: “Pois a expectativa ansiosa da criação está esperando a revelação dos filhos de Deus.” (Ro 8:14-21) Visto que os co-herdeiros de Cristo hão de ‘reinar como reis e sacerdotes sobre a terra’, o Reino beneficiará os que viverem sob ele. (Re 5:10; 20:4, 6; 21:3, 4) Os beneficiados estariam naturalmente interessados no Reino e em seu desenvolvimento. Por conseguinte, tais pessoas compareceriam à celebração da Refeição Noturna do Senhor, e a comemorariam, mas, não sendo co-herdeiros de Cristo, nem filhos espirituais de Deus, não participariam dos emblemas como co-participantes da morte de Cristo, que têm a esperança de ressurreição para uma vida celestial junto com ele. — Ro 6:3-5.
Nenhuma Transubstanciação, nem Consubstanciação. Ao oferecer o pão, Jesus ainda possuía seu corpo carnal. Este corpo, no todo e por inteiro, seria oferecido como sacrifício perfeito, imaculado, pelos pecados na tarde seguinte (do mesmo dia do calendário hebraico, 14 de nisã). Também, Jesus reteve todo o seu sangue para aquele sacrifício perfeito. “Esvaziou a sua alma [que está no sangue] até a própria morte.” (Is 53:12; Le 17:11) Por conseguinte, durante a refeição noturna ele não realizou um milagre de transubstanciação, transformando o pão em sua carne literal, e o vinho em seu sangue literal. Por estas mesmas razões, não se pode dizer veridicamente que ele tenha feito, de forma miraculosa, que sua carne e seu sangue estivessem presentes no pão e no vinho, ou que se combinassem com estes, conforme pretendido pelos que aderem à doutrina da consubstanciação.
As palavras de Jesus em João 6:51-57 não contradizem isso. Ali, Jesus não estava considerando a Refeição Noturna do Senhor; tal arranjo só foi instituído um ano mais tarde. O ‘comer’ e o ‘beber’ mencionados neste relato se dão em sentido figurativo por se exercer fé em Jesus Cristo, como indicam os versículos 35 e 40 .
Ademais, comer carne humana e beber sangue humano reais seria canibalismo. Portanto, os judeus que não exerciam fé e que não entenderam corretamente a declaração de Jesus quanto a comer de sua carne e beber de seu sangue ficaram chocados. Indicou-se assim o conceito judaico sobre comer carne humana e beber sangue humano, conforme inculcado pela Lei. — Jo 6:60.
Além disso, beber sangue era violação da lei que Deus deu a Noé, antes do pacto da Lei. (Gên 9:4; Le 17:10) O Senhor Jesus Cristo jamais instruiria outros a violar a lei de Deus. (Veja Mt 5:19.) Ademais, Jesus ordenou: “Persisti em fazer isso, . . .em memória de mim”, e não em sacrifício de mim. — 1Co 11:23-25.
O pão e o vinho, por conseguinte, são emblemas que representam a carne e o sangue de Cristo, do mesmo modo que suas palavras sobre comer a sua carne e beber o seu sangue. Jesus dissera aos que ficaram ofendidos com suas palavras: “De fato, o pão que eu hei de dar é a minha carne a favor da vida do mundo.” (Jo 6:51) Esta foi dada por ocasião de sua morte como sacrifício na estaca de tortura. Seu corpo foi sepultado e seu Pai lhe deu uma destinação final, antes que pudesse ver a corrupção. (At 2:31) Literalmente, ninguém jamais comeu alguma parte de sua carne, nem bebeu seu sangue.
Celebração Correta e Ordeira. A congregação cristã em Corinto se tinha degenerado numa condição espiritualmente ruim, em alguns sentidos, de modo que, como disse o apóstolo Paulo: “Muitos entre vós estão fracos e doentios, e não poucos estão dormindo na morte.” Isto se devia, em grande parte, ao seu entendimento errôneo da Refeição Noturna do Senhor e seu significado. Estavam deixando de respeitar a santidade da ocasião. Alguns levavam consigo a ceia para comer antes ou durante a reunião. Entre estes havia pessoas que passavam dos limites e ficavam embriagadas, ao passo que outros da congregação, que não tinham ceia, ficavam famintos e se sentiam envergonhados na presença daqueles que tinham muito. Com a mente sonolenta ou concentrada em outros assuntos, eles não estavam em condições de participar dos emblemas com apreço. Ademais, havia divisões na congregação, pois alguns no seu meio eram a favor de Pedro, ao passo que outros preferiam Apolo, e ainda outros buscavam a liderança de Paulo. (1Co 1:11-13; 11:18) Estavam deixando de reconhecer que esta ocasião devia ressaltar a união. Não se davam plenamente conta da seriedade do assunto, que os emblemas representavam o corpo e o sangue do Senhor, e que a refeição era uma recordação da morte dele. Paulo sublinhou o grave perigo em que incorriam aqueles que participavam dos emblemas sem discernir estes fatos. — 1Co 11:20-34.

domingo, 28 de março de 2010

De onde veio Deus?

“QUEM fez Deus? Quando ele nasceu?” são perguntas que alguns fazem. Talvez o leitor, também, se tenha perguntado: De onde veio Deus? As pessoas sinceras que perguntam isto desejam uma explicação lógica e sensata. O que se segue o ajudará a avaliar que Jeová Deus, o Soberano Onipotente do universo, jamais teve princípio.
2 Visto que tudo na terra tem tido princípio, algumas pessoas arrazoam que Deus, também, deve ter tido princípio. Notam que tudo que veio a existir teve uma causa. Uma casa tem um construtor; um piano, um fabricante; uma pintura a óleo, um artista. Seja o que for que exista, veio à existir, não por si mesmo, mas pela ação de outrem. Embora tal raciocínio lógico se aplique às coisas que vemos ao redor de nós, há uma diferença em relação a Deus. Considere por que isto acontece.
3 Ao retornar no tempo, verifica-se que toda coisa produzida foi feita por alguém que existia antes dela. Não é lógico, portanto, que alguém no passado muito distante tenha iniciado esta série de causas e efeitos? Naturalmente! Deve ter havido uma Causa Primária. Visto que esta Causa Primária não poderia vir a existir por parte de outrem, como poderia ele ter tido um princípio? A Bíblia Sagrada identifica esta grande Causa Primária como sendo Deus, chamando-o pelo nome Jeová. A Bíblia diz: “Cada casa, naturalmente, é construída por alguém, mas quem construiu todas as coisas é Deus.” — Heb. 3:4; Sal. 83:18.
4 A existência infinita de Deus pode ser melhor avaliada se considerarmos certos exemplos de infinidade que os homens de ciência aceitam. O infinito é definido como ‘não tendo limites ou fronteiras; estendendo-se além da medida ou compreensão; infindável; imensurável’. Os homens de ciência teorizam que o espaço é ilimitado. Embora o homem perscrute cada vez mais o espaço por meio de telescópios cada vez mais poderosos, jamais encontra um fim nele. Assim, crê-se que o espaço é infinito, ilimitado.
5 Os homens de ciência também reconhecem que o tempo é infinito. Pergunte-se: Quando começou o tempo? Para o leitor, começou quando nasceu, mas sabe que já existia antes disso. Os cientistas calculam que a terra tem existido por diversos bilhões de anos, todavia, quando pára um pouco e pensa nisso, já não existia o tempo antes disso? Sim, já existia. Não importa quão longe retorne, o tempo sempre existia antes disso. Similarmente, Jeová Deus é infinito, não tendo princípio nem fim. Com efeito, seu grande poder se estende a todo o tempo e espaço. — 1 Tim. 1:17.
6 Na verdade, não podemos compreender plenamente como Deus poderia jamais ter tido um princípio. Isto se dá porque somos limitados e finitos. Estamos acostumados a ver coisas que tiveram princípio. Não obstante, só porque algo é incompreensível não significa que não possa ser aceito. Aceitamos que o tempo não tem princípio nem fim, muito embora nossas mentes não compreendam isso cabalmente. Também aceitamos a possibilidade de o espaço ser ilimitado, infinito. Deveria ser muito mais difícil aceitarmos que Deus é infinito, em especial quando temos evidência tão poderosa deste fato?
7 Deveríamos reconhecer que os caminhos e pensamentos de Deus são muito mais altos que os nossos. (Isa. 55:9) Não ousamos por nele nossas limitações e debilidades humanas. Tendo-se tal conceito, não é difícil aceitar e avaliar que Jeová seja “de tempo indefinido a tempo indefinido”, sim, que ele seja eterno, sem princípio e sem fim. — Sal. 90:2; 93:2.
8 As pessoas que insistem que alguém fez Deus ou que ele teve princípio se colocam num espinhoso dilema. Por quê? Porque, se alguém fez Deus, então, poder-se-ia perguntar: Quem fez tal pessoa? Sim, e quem fez aquele que fez a pessoa que fez Deus? Como pode ver prontamente, o argumento poderia prosseguir sempre e jamais ser solucionado.
9 Ademais, o único registro escrito antigo fidedigno e verídico sobre Deus é a Bíblia Sagrada. Reconhece-se em geral que seu padrão moral é da mais alta qualidade e que advoga a veracidade e a honestidade. É nas páginas de tal livro que se nos diz que Deus é “de tempo indefinido a tempo indefinido”, que ele não teve princípio. Pense então: Será lógico crer que um livro que é exemplar em veracidade em todos os outros assuntos falsificaria os fatos sobre o próprio Deus? — Gên. 1:1; Isa. 45:18.
10 Considere também: Se Deus fosse criado, então aquele que o criou ou foi responsável pelo seu princípio teria de ser muito maior do que ele, não é verdade? Por isso, este seria o merecedor de nossa adoração e louvor Mas, a Bíblia mostra que Jeová é o Altíssimo, o único Deus verdadeiro. — Isa. 43:10; 44:6-8; João 17:3.
11 Porque Jeová Deus é infinito, sempre permanecerá sendo o Soberano do universo e continuará como o verdadeiro Deus por toda a eternidade. Aproxima-se o tempo quando todos os deuses falsos perecerão para sempre e ficará provado que não eram deuses de forma alguma. (Jer. 10:10-12) Quão urgentíssimo é que todos nós examinemos nossa vida para ver se não estamos seguindo quaisquer deuses falsos de qualquer forma que seja. Por quê? Porque todos os seguidores dos deuses falsos em breve serão destruídos para sempre. — Sal. 44:20, 21; Rev. 21:8.
12 Para fazer tal exame, muitos milhares de pessoas se beneficiam do curso gratuito de estudos bíblicos domiciliares que é oferecido pelas testemunhas de Jeová. Por que não tirar proveito deste curso? Os fatos lógicos serão trazidos à sua atenção, que o ajudarão a avaliar a Jeová como a Causa Primária e a compreender mais coisas a respeito dele. Também aprenderá que, no futuro próximo, Jeová irá transformar esta terra num paraíso em que poderá ter o privilégio de viver para sempre. Os fatos que provam isto o habilitarão a ter a jubilosa esperança de andar no nome do Deus eterno e verdadeiro, Jeová, por toda a eternidade. — Miq. 4:5.

sábado, 27 de março de 2010

Apocalipse 19-21

Revelação 19:19-21 diz que, na vindoura guerra de Deus, a simbólica fera e o falso profeta serão lançados no lago de fogo, mas “os demais” serão mortos com a espada. Quem são “os demais”, e o que acontecerá a eles?
Depois de descrever “o Cordeiro” e seus anjos, que travarão guerra com os inimigos de Deus, Revelação 19:19-21 diz: “E eu vi a fera e os reis da terra, e os seus exércitos, ajuntados para travar guerra com aquele que está sentado no cavalo e com o seu exército. E a fera foi apanhada, e junto com ela o falso profeta, que realizava na frente dela os sinais com que desencaminhava os que tinham recebido a marca da fera e os que prestavam adoração à sua imagem. Ambos, ainda vivos, foram lançados no lago ardente que queima com enxofre. Mas os demais foram mortos com a longa espada daquele sentado no cavalo, espada que se estendia da sua boca. E todas as aves se saciaram das carnes deles.”
Uma leitura rápida desta passagem pode sugerir uma diferença básica entre o resultado para a fera e o falso profeta, e o para “os demais”. Contudo, tanto o contexto desta passagem como o de outras partes de Revelação mostram que “os demais” são inimigos humanos de Deus, que serão decepados na iminente guerra de Deus.
Revelação 19:11-21, com o cabeçalho: “O julgamento messiânico do Armagedom”, abre, no Novo Comentário Bíblico (em inglês), com uma visão do Cordeiro, Jesus Cristo, num cavalo branco. Ele cavalga com seus exércitos celestiais para executar o furor de Deus contra as nações. (Vv.11-16) Prevendo a iminente matança, um anjo chama as aves necrófagas para comerem as carnes dos que serão mortos. —  Vv. 17, 18.
Na passagem que lemos acima, João viu, então, a própria guerra. Primeiro, é tomada ação contra a simbólica fera (entende-se que representa o sistema político mundial de Satanás) e o falso profeta (que simboliza a Sétima Potência Mundial). (Rev. 13:1, 2) A visão torna claro que até o momento da destruição delas, estas duas entidades estarão de pé, lutando contra Deus. Podem elas, mais tarde reascender assim como fez anteriormente a simbólica imagem da fera? (Rev. 17:8-11) Não, não há perigo disso. Elas são ‘lançadas no lago ardente que queima com enxofre’. Ali será também destruído Satanás. O “lago de fogo” representa a aniquilação permanente. — Rev. 19:19, 20; 20:10, 14; 21:8.
Revelação 19:21 diz então que “os demais foram mortos” com uma longa espada e deixados para serem comidos pelas aves. São “os demais” simplesmente pessoas descomprometidas, que não estão nem de um lado, nem de outro, nesta guerra?
Revelação responde claramente que não. Note que um pouco antes, em Revelação 19:18, quando o anjo convida as aves para um banquete, ele especifica que tipo de pessoas teriam suas carnes consumidas: reis, comandantes militares, homens fortes, guerreiros a cavalo e ‘tanto os homens livres como os escravos, e os pequenos e os grandes’. Também, no versículo 19, os reis e os seus exércitos estão aliados à fera na guerra contra o Cordeiro. Portanto, “os demais” são opositores do Filho de Jeová que é Jesus Cristo. Tanto os importantes como os não-importantes são apoiadores compromitentes da fera.
Revelação 14:9-11 cita como apoiadores da fera aqueles que mentalmente concordam com os empenhos dela ou cooperam com ela: “Se alguém adorar a fera e a sua imagem, e receber uma marca na sua testa ou na sua mão, beberá também do vinho da ira de Deus, derramado, não diluído, no copo do seu furor, e será atormentado com fogo e enxofre, à vista dos santos e à vista do Cordeiro. E a fumaça do tormento deles ascende para todo o sempre, e não têm descanso, dia e noite, os que adoram a fera e a sua imagem, e todo aquele que recebe a marca do seu nome.” — Rev. 14:9-11.
A pregação mundial feita pelas Testemunhas de Jeová está agora ajudando a separar aqueles que escolhem apoiar a Deus daqueles que adoram a fera. Somente o tempo dirá o que ainda poderá acontecer, antes do fim, que induzirá as pessoas a tomarem uma posição definida de um lado ou de outro. De qualquer modo, quando Revelação 19 fala da iminente destruição da fera e do falso profeta, refere-se claramente àqueles que ‘recebem a marca da fera’.
Mas, o que dizer do fato de Revelação 19:20, 21, mencionar que a fera e o falso profeta são lançados no lago de fogo, enquanto que “os demais” são mortos com a espada e abandonados às aves?
É digno de nota que a execução dos “demais” (os apoiadores compromitentes da fera) é expressão da “ira do furor de Deus”. (Rev. 19:15) Revelação 13:8 declara a respeito destes adoradores da fera: “O nome de nem sequer um deles está inscrito no rolo da vida do Cordeiro.” E Revelação usa basicamente a mesma linguagem a respeito dos adoradores da fera que Revelação 20:10 usa a respeito de Satanás, da fera e do falso profeta, a saber: “Serão atormentados dia e noite, para todo o sempre.” Desta maneira, Revelação mostra que a execução, não serem enterrados e serem devorados pelas aves, representa a completa rejeição dos “demais” por Deus. Ao invés de serem sepultados como que merecendo uma ressurreição, seus cadáveres são deixados no solo. Aves necrófagas os comerão. Por isso, Revelação 19:21 não os descreve como sendo queimados. (Veja também Ezequiel 39:17-19.) Sobre isso, O Comentário ao Novo Testamento de Tyndale (em inglês) declara: “A descrição da destruição fica completa com a declaração de que as aves se saciaram com as carnes dos massacrados, um quadro apropriadamente descritivo do desastre final.”
Assim, Revelação 19:21 descreve a cena do julgamento de Deus sobre os seus inimigos humanos, os apoiadores compromitentes da fera, que serão aniquilados na vindoura “guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”. — Rev. 16:14.

segunda-feira, 22 de março de 2010

"O anticristo" - ja veio? virà? ou está em nosso meio?


O anticristo é desmascarado
COMO você se protegeria se soubesse que uma epidemia mortal está assolando a região onde mora? Com certeza fortaleceria seu sistema imunológico e ficaria longe de pessoas contaminadas. Devemos fazer o mesmo em sentido espiritual. As Escrituras nos dizem que o anticristo “já está no mundo”. (1 João 4:3) Se quisermos ficar livres de “contaminação”, precisamos identificar os “portadores da doença” e evitá-los. Ainda bem que a Bíblia nos dá muitas informações sobre esse assunto.
“Anticristo” significa “contra (ou em lugar de) Cristo”. Portanto, no sentido mais amplo, esse termo se refere a todos os que se opõem a Cristo ou falsamente afirmam ser o Cristo ou seus representantes. O próprio Jesus disse: “Quem não está do meu lado é contra mim [ou é anticristo], e quem comigo não ajunta, espalha.” — Lucas 11:23.
Obviamente, João escreveu sobre o anticristo mais de 60 anos depois de Jesus ter morrido e ter sido ressuscitado para viver no céu. Assim, para entendermos as atividades do anticristo, precisamos entender como essas afetam os seguidores leais de Jesus na Terra. — Mateus 25:40, 45.
O anticristo é anticristão
Jesus avisou seus seguidores de que o mundo em geral os odiaria. Ele disse: “Então vos entregarão a tribulação e vos matarão, e sereis pessoas odiadas por todas as nações, por causa do meu nome. E surgirão muitos falsos profetas, e desencaminharão a muitos.” — Mateus 24:9, 11.
Visto que os discípulos de Jesus são perseguidos “por causa do . . . nome [dele]”, os perseguidores são claramente anticristos, ou contra Cristo. Os “falsos profetas”, alguns dos quais já foram cristãos, também estão nessa categoria. (2 João 7) Esses “muitos anticristos”, escreveu João, “saíram do nosso meio, mas não eram dos nossos; pois, se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido conosco”. — 1 João 2:18, 19.
Tanto as palavras de Jesus como as de João mostram de forma clara que o anticristo não é uma única pessoa, mas é composto de muitos anticristos individuais. Além disso, por serem falsos profetas, um dos seus principais objetivos é enganar por meio da religião. Quais são algumas de suas táticas?
Divulgam mentiras religiosas
O apóstolo Paulo alertou Timóteo, seu companheiro de trabalho, contra os ensinamentos de apóstatas, tais como Himeneu e Fileto, cujas ‘palavras se espalhariam como gangrena’. Paulo acrescentou: “Estes mesmos se desviaram da verdade, dizendo que a ressurreição já ocorreu; e estão subvertendo a fé que alguns têm.” (2 Timóteo 2:16-18) Pelo visto, Himeneu e Fileto ensinavam que a ressurreição era simbólica e que os cristãos já haviam sido ressuscitados em sentido espiritual. É verdade que, quando alguém se torna verdadeiro discípulo de Jesus, ele passa a viver do ponto de vista de Deus, algo que o próprio Paulo havia mencionado claramente. (Efésios 2:1-5) Mas o ensinamento de Himeneu e Fileto desconsiderava a promessa de Jesus de uma ressurreição literal dos mortos sob o governo do Reino de Deus. — João 5:28, 29.
Mais tarde, um grupo conhecido como gnósticos desenvolveu conceitos sobre uma ressurreição puramente simbólica. Acreditando que o conhecimento (gnó·sis, em grego) poderia ser obtido de forma mística, os gnósticos misturaram o cristianismo apóstata com a filosofia grega e o misticismo oriental. Por exemplo, eles acreditavam que toda matéria é má e, por esse motivo, Jesus não nasceu na carne, mas apenas parecia ter um corpo humano — crença chamada de docetismo. Como vimos, é exatamente contra isso que o apóstolo João havia alertado. — 1 João 4:2, 3; 2 João 7.
Outra mentira, inventada séculos depois, é a doutrina da chamada Santíssima Trindade, que afirma que Jesus é tanto o Deus Todo-Poderoso como o Filho de Deus. Em seu livro The Church of the First Three Centuries (A Igreja dos Primeiros Três Séculos), o Dr. Alvan Lamson menciona que a doutrina da Trindade “teve sua origem numa fonte inteiramente alheia às Escrituras judaicas e cristãs; que se desenvolveu e foi enxertada [introduzida] no cristianismo pelas mãos dos Padres que promoviam o platonismo”. Quem eram esses “Padres que promoviam o platonismo”? Eram clérigos apóstatas que ficaram fascinados com os ensinos de Platão, filósofo grego pagão.
Introduzir a Trindade no cristianismo foi um golpe de mestre do anticristo, pois essa doutrina envolveu Deus num manto de mistério e obscureceu sua relação com o Filho. (João 14:28; 15:10; Colossenses 1:15) Pense nisto, como alguém pode ‘chegar-se a Deus’, como as Escrituras incentivam, se Deus é um mistério? — Tiago 4:8.
Para aumentar ainda mais a confusão, muitos tradutores da Bíblia tiraram o nome de Deus, Jeová, de suas traduções, embora esse nome apareça mais de 7 mil vezes no texto original. Fica claro que tentar transformar o Todo-Poderoso não apenas num mistério, mas num mistério sem nome é um ato de crasso desrespeito pelo Criador e pela sua Palavra inspirada. (Revelação [Apocalipse] 22:18, 19) Além disso, substituir o nome divino por títulos tais como Senhor e Deus é uma violação da oração-modelo deixada por Jesus, que diz em parte: “Santificado [ou tornado santo] seja o teu nome.” — Mateus 6:9.
Os anticristos rejeitam o Reino de Deus
Os anticristos se tornaram especialmente ativos nos “últimos dias”, época em que vivemos hoje. (2 Timóteo 3:1) Um dos objetivos principais desses modernos impostores é enganar as pessoas com respeito ao papel de Jesus como Rei do Reino de Deus, um governo celestial que logo dominará a Terra inteira. — Daniel 7:13, 14; Revelação 11:15.
Por exemplo, alguns líderes religiosos pregam que o Reino de Deus é uma condição no coração das pessoas, conceito que não tem base nas Escrituras. (Daniel 2:44) Outros afirmam que Cristo atua por meio de instituições e governos humanos. No entanto, Jesus disse: “Meu reino não faz parte deste mundo.” (João 18:36) Na realidade, Satanás, e não Cristo, é “o governante do mundo” e “o deus deste sistema de coisas”. (João 14:30; 2 Coríntios 4:4) Isso explica por que Cristo logo eliminará todos os governos humanos e se tornará o único Governante da Terra. (Salmo 2:2, 6-9; Revelação 19:11-21) As pessoas pedem que isso aconteça quando rezam o Pai-Nosso, dizendo: “Venha a nós o vosso Reino; seja feita a vossa vontade . . . na terra.” — Mateus 6:10, Centro Bíblico Católico.
Por apoiarem os sistemas políticos do mundo, muitos líderes religiosos se opõem aos que proclamam a verdade sobre o Reino de Deus, e até mesmo os perseguem. É interessante que o livro bíblico de Revelação menciona uma meretriz simbólica — “Babilônia, a Grande” — que está “embriagada com o sangue dos santos e com o sangue das testemunhas de Jesus”. (Revelação 17:4-6) Ela também comete prostituição espiritual por apoiar os “reis” da Terra, ou governantes políticos, em troca de favores. Essa mulher simbólica só pode se referir às religiões falsas do mundo. Ela é uma das partes principais do anticristo. — Revelação 18:2, 3; Tiago 4:4.
O anticristo ‘faz cócegas nos ouvidos’
Além de rejeitarem a verdade da Bíblia, muitos supostos cristãos abandonaram as normas bíblicas de conduta em favor da moralidade popular. A Palavra de Deus predisse que isso aconteceria, por dizer: “Haverá um período de tempo em que [as pessoas que professam servir a Deus] não suportarão o ensino salutar, porém, de acordo com os seus próprios desejos, acumularão para si instrutores para lhes fazerem cócegas nos ouvidos.” (2 Timóteo 4:3) Esses religiosos impostores são também descritos como “falsos apóstolos, trabalhadores fraudulentos, transformando-se em apóstolos de Cristo”. A Bíblia continua, dizendo: “O fim deles será segundo as suas obras.” — 2 Coríntios 11:13-15.
Suas obras incluem a “conduta desenfreada”, que é um flagrante desrespeito pelos elevados princípios morais. (2 Pedro 2:1-3, 12-14) Não vemos um número cada vez maior de líderes religiosos e seus seguidores adotando — ou no mínimo tolerando — práticas não-cristãs como o homossexualismo e o sexo fora do casamento? Tire um tempo para comparar esses conceitos e estilos de vida amplamente aceitos com o que a Bíblia diz em Levítico 18:22; Romanos 1:26, 27; 1 Coríntios 6:9, 10; Hebreus 13:4 e Judas 7.
‘Provemos as expressões inspiradas’
Em vista do que vimos, devemos acatar as palavras do apóstolo João de não termos uma atitude indiferente para com nossas crenças religiosas ou de presumir que elas sejam certas. Ele alerta: “Não acrediteis em toda expressão inspirada, mas provai as expressões inspiradas para ver se se originam de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo afora.” — 1 João 4:1.
Considere o bom exemplo de certas pessoas de ‘mentalidade nobre’ que viviam na cidade de Beréia no primeiro século. Elas “recebiam a palavra com o maior anelo mental, examinando cuidadosamente as Escrituras, cada dia, quanto a se estas coisas [faladas por Paulo e Silas] eram assim”. (Atos 17:10, 11) Embora estivessem ansiosos para aprender, os bereanos procuraram ter certeza de que o que ouviram e aceitaram tinha base sólida nas Escrituras.
Da mesma forma hoje, os verdadeiros cristãos não são influenciados pelas marés da opinião popular, mas se apegam firmemente à verdade bíblica. O apóstolo Paulo escreveu: “Isto é o que continuo a orar: que o vosso amor abunde ainda mais e mais com conhecimento exato e pleno discernimento.” — Filipenses 1:9.
Se você ainda não fez isso, tenha por alvo adquirir “conhecimento exato e pleno discernimento”, aprendendo o que a Bíblia realmente ensina. Os que imitam os bereanos não são enganados pelas “palavras simuladas” dos anticristos. (2 Pedro 2:3) Ao contrário, são libertados pela verdade espiritual do verdadeiro Cristo e de seus seguidores genuínos. — João 8:32, 36.

sábado, 13 de março de 2010

AS FERAS DO APOCALIPSE!!

“Eis”, exclamou João, “um grande dragão cor de fogo, com sete cabeças e dez chifres”. O que representa este grande dragão? O próprio João explica que representa nada menos do que o próprio Satanás, o Diabo. “Assim foi lançado para baixo o grande dragão, a serpente original, o chamado Diabo e Satanás, que está desencaminhando toda a terra habitada; ele foi lançado para baixo, à terra, e os seus anjos foram lançados para baixo junto com ele.” Este acontecimento deu início a perseguição mais ferrenhas contra a criação de Deus na terra  e ao seu povo, onde em toda a história da humanidade nunca houve uma guerra entre nações de tão grande proporções como se deu na primeira guerra mundial ocorrido em 1914 e aí em diante o mundo não teve mais paz, veja porque.  — Revelação 12:3, 7-9.
João mostra que isso teria um efeito terrível sobre a humanidade (Revelação 12:12). Satanás, embora restrito à vizinhança da terra, ainda está determinado a interferir no Reino estabelecido de Deus. Faz isso por desencaminhar a humanidade, usando três feras. Considere como João descreve a primeira delas.
A Fera do Mar
“Eu vi ascender do mar uma fera, com dez chifres e sete cabeças. . . Ora, a fera que vi era semelhante a um leopardo, mas os seus pés eram como os dum urso, e a sua boca era como a boca dum leão. E o dragão deu à fera seu poder e seu trono, e grande autoridade. — Revelação 13:1, 2.
O que representa este animal monstruoso? João, sob inspiração, fornece esta importante chave: “Foi-lhe dada autoridade sobre toda tribo, e povo, e língua, e nação.” (Revelação 13:7) Quem é que exerce autoridade sobre toda pessoa vivente na terra? Apenas uma coisa: o sistema mundial de governo político. Recebe este sistema realmente autoridade do “dragão”, Satanás? A Bíblia responde que sim. Por exemplo, o apóstolo João disse: “O mundo inteiro jaz no poder do iníquo.” Não é de admirar que Satanás, ao tentar Jesus no ermo, lhe oferecesse autoridade sobre “todos os reinos da terra habitada” e afirmasse: “Esta autoridade . . . me foi entregue.” — 1 João 5:19; Lucas 4:5, 6.
No entanto, o que é representado por aquelas sete cabeças? Mostrou-se a João outra fera monstruosa, que virtualmente era a imagem desta anterior. Também tinha sete cabeças. As cabeças da imagem foram explicadas como representando “sete reis”, ou potências mundiais, dos quais “cinco já caíram, um é, o outro ainda não chegou”. (Revelação 17:9, 10) Na história bíblica, antes dos dias de João, haviam surgido cinco potências mundiais: Egito, Assíria, Babilônia, Medo-Pérsia e Grécia. Roma, a sexta, ainda exercia poder quando João vivia.
Mas quem era a sétima cabeça? Já que a visão tinha que ver com o “dia do Senhor”, deve referir-se à potência mundial que ocupa a posição de poder de Roma nestes últimos dias desde 1914. A história revela que esta é a potência mundial dupla composta da Grã-Bretanha e dos Estados Unidos da América. Antes de 1914, a Grã-Bretanha havia desenvolvido o maior império que o mundo já viu. Durante o século 19, formara também fortes vínculos diplomáticos e comerciais com os Estados Unidos. Estes dois países lutaram lado a lado durante a Primeira e a Segunda Guerras Mundiais, e sua relação especial tem continuado até hoje. Em 1982, o Presidente Reagan, dos Estados Unidos, falou perante o parlamento britânico sobre “a notável amizade entre os nossos dois países”. Mais recentemente, em fevereiro de 1985, a primeira-ministra britânica falou perante as duas câmaras do Congresso dos Estados Unidos e disse: “Que as nossas duas nações irmãs avancem juntas . . . de firme objetivo, compartilhando a fé, . . . ao nos aproximarmos do terceiro milênio da era cristã.”
Por causa da sua grande influência nos assuntos do mundo, a potência mundial dupla, anglo-americana, é representada separadamente no livro de Revelação. Como? Pela segunda das feras do Apocalipse.
A Fera da Terra
“E eu vi outra fera ascender da terra”, escreveu João, “e ela tinha dois chifres semelhantes aos dum cordeiro, mas começou a falar como dragão”. Por afirmar ser cristã e não-agressiva, a potência mundial anglo-americana assume aspecto de cordeiro. Mas na realidade tem agido como dragão. Como? Por colonizar muitas nações e gananciosamente explorar os recursos da terra. Também, “ela faz a terra e os que moram nela adorar a primeira fera, cujo golpe mortal ficou curado. E . . . diz aos que moram na terra que façam uma imagem da fera”. (Revelação 13:3, 11-15) Como se cumpriu isso?
O sistema político mundial de Satanás sofreu um “golpe mortal” durante a Primeira Guerra Mundial. Para impedir que isso acontecesse de novo, a Grã-Bretanha e os Estados Unidos promoveram a ‘adoração’ do sistema político. Fizeram isso por induzir as nações a ‘fazer uma imagem da fera’. Como se deu isso?
Perto do fim da Primeira Guerra Mundial, o Presidente Wilson, dos Estados Unidos, iniciou uma cruzada em favor da recém-proposta Liga das Nações. Neste sentido, ele disse aos representantes na Conferência de Paz de Paris, em 1919: “Os representantes dos Estados Unidos apóiam este grande projeto duma Liga das Nações. Achamos que ela é o princípio básico de todo o programa que expressa nosso objetivo . . . nesta guerra . . . Estamos aqui para ver, em breve, que as próprias bases desta guerra sejam arrasadas.”
Depois de o Presidente Wilson ter terminado seu discurso, falou o próprio primeiro-ministro britânico, Lloyd George: “Levanto-me para apoiar esta resolução. Depois do nobre discurso do Presidente dos Estados Unidos, acho desnecessário fazer observações para recomendar esta resolução à Conferência, e eu . . . declaro quão enfaticamente o povo do Império Britânico apóia esta proposta.”
Mais tarde, naquele mesmo ano, numa reunião em Londres, em apoio da ratificação da Liga das Nações, leu-se uma carta do Rei da Grã-Bretanha: “Ganhamos a guerra. Esta foi uma grande consecução. Mas não basta. Lutamos para ganhar uma paz duradoura, e é nosso supremo dever tomar todas as medidas para assegurá-la. Por isso, nada é mais essencial do que uma forte e duradoura Liga das Nações. . . . Recomendo esta causa a todos os cidadãos do Império, para que, com a ajuda de todos os outros homens de boa vontade, se estabeleça um baluarte e uma segura defesa da paz, para a glória de Deus.”
Em 16 de janeiro de 1920 foi estabelecida a Liga das Nações com 42 nações-membros. Por volta de 1934, abrangia 58 países. A fera da terra, de dois chifres, havia conseguido que o mundo fizesse “uma imagem da fera”. Esta imagem, ou representação do sistema político mundial de Satanás, é representada pela última fera do Apocalipse.
A Fera Cor de Escarlate
Esta é a descrição que João dá a respeito desta última fera: “[Uma] fera cor de escarlate, que estava cheia de nomes blasfemos e que tinha sete cabeças e dez chifres.” A respeito desta fera, João foi informado: “A fera que viste era, mas não é, contudo, está para ascender do abismo, e há de ir para a destruição. . . . É ela mesma também um oitavo rei.” (Revelação 17:3, 8, 11) Fiel a esta descrição, a Liga das Nações procurou agir como potência mundial no cenário do mundo. Entretanto, deixou de impedir a Segunda Guerra Mundial, que começou em 1939. A fera, como que, desapareceu no abismo.
Durante a Segunda Guerra Mundial, a potência mundial anglo-americana esforçou-se arduamente a reviver esta organização internacional. Em 1941, o primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Winston Churchill, realizou conferências secretas com o Presidente Franklin Roosevelt, dos Estados Unidos, a bordo dum navio no oceano Atlântico. Eles fizeram uma declaração em conjunto sobre “suas esperanças de um futuro melhor para o mundo” e “o estabelecimento dum sistema mais amplo e permanente de segurança geral”. No ano seguinte, em Washington, D.C., EUA, 26 nações aceitaram esta proposta anglo-americana no que foi chamado de “Declaração das Nações Unidas”. Isto levou à criação da organização das Nações Unidas em 24 de outubro de 1945. A fera cor de escarlate subira do abismo com um novo nome. Atualmente, 159 nações ingressaram nesta organização, a qual, segundo esperam, perpetuará o agora existente sistema de governo político, humano.
Tudo isso, porém, deixa fora de cogitação o Reino messiânico de Deus, estabelecido no céu em 1914. Todo humano na terra tem de escolher entre o governo por Deus e o governo pelo homem. Dentro em breve, a fera cor de escarlate, junto com todos os governos humanos, estará envolvida numa batalha com o Rei empossado por Deus, Jesus Cristo. Com que resultado? “Porque ele é Senhor dos senhores e Rei dos reis, o Cordeiro [Jesus Cristo] os vencerá.” Sim, a fera cor de escarlate, junto com todo o sistema de governo humano, ‘irão para a destruição’. — Revelação 17:11, 14; veja também Daniel 2:44.
Quanta bênção será então não ter sido desencaminhado pelo dragão e suas três feras! Os que tiverem mostrado ser súditos leais do Reino de Deus sobreviverão para se tornar parte duma “nova terra”. Deus “enxugará dos seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem clamor, nem dor. As coisas anteriores já passaram”. (2 Pedro 3:13; Revelação 21:3, 4) Portanto, sujeite-se ao Reino de Deus, o único governo mundial eficiente. Assim também se candidatará a usufruir estas bênçãos eternas.